Filho de José Neves
Santiago e de Otília Alves Vilela, natural de Garanhuns, Estado de Pernambuco,
onde nasceu em 5 de junho de 1927, era maquinista da Estrada de Ferro
Sorocabana e atuava na Delegacia Regional da UNIÃO DOS FERROVIÁRIOS, em sua
Delegacia Regional de São Vicente. Ao lado de outros companheiros ferroviários da
Estrada de Ferro Sorocabana, estava sempre presente nas lutas empreendidas pela
UNIÃO ou hipotecando solidariedade a outras categorias profissionais da baixada
santista. Em decorrência de suas atividades sindicais, e de liderar greve da
Sorocabana, foi detido em 26 de novembro de 1962 e indiciado em Inquérito
Policial, por infração a Lei de Segurança Nacional.
Com a eclosão do Golpe
Militar de 1º de Abril de 1964, foi preso pela policia politica, tendo sua
prisão sido legitimada somente no dia 13 do mesmo mês, libertado 43 dias
depois, não foi indiciado em Inquérito e consequentemente, não foi processado
na ocasião. Em São Vicente, nos primeiros dias depois do Golpe, igualmente
ocorreu uma verdadeira “caça as bruxas”, com dezenas de pessoas sendo presas,
acusadas de pertencerem ao Partido Comunista.
Informação anotada em seu prontuário
em 10 de outubro de 1969, de que era filiado ao Movimento Democrático
Brasileiro e que, em convenção, havia
sido escolhido como delegado do
partido à Convenção Regional.
Minucioso era o
monitoramento por parte dos agentes policiais de sua vida, e em 1º de junho de 1970, consta informação
vinda do DOPS de São Vicente:
“...em companhia de MANOEL
MOREIRA DOS SANTOS, elemento de esquerda, proprietário da relojoaria Omega,
nesta cidade e ligado aos comunistas da E.F. Sorocabana, no dia 22 de maio pp.,
esteve caçando ou a pretexto de caçar, treinar tiro, em um sítio localizado nos
fundos de Taniguá, município de Peruíbe. Atualmente, é funcionário da COSIPA.”
Em 17 de agosto de 1970,
foi indiciado em Inquérito Policial por infração aos artigos 43 e 45 da Lei de
Segurança Nacional, acusado de ser um dos distribuidores do jornal do Partido
Comunista Brasileiro – PCB -, A VOZ OPERARIA. Este indiciamento foi em
companhia de diversas outros ferroviários, e
acabou sendo acusado FRANCISCO GOMES, como o responsável pela entrega
dos jornais aos comunistas da baixada santista. Acusação indevida, pois desde
1967, Gomes havia se desligado do PCB, para ajudar a fundar a Ação Libertadora
Nacional – ALN -. Santiago até hoje é recordado pelos antigos ferroviários como
uma pessoa fraterna e amiga.
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