"O louco que reconhece a sua loucura possui algo de prudente; porém, o louco que se presume sábio, esse está realmente louco".
Buda
Enquanto acadêmico de direito, da Instituição Toledo de Ensino na cidade de Bauru, Análio participou ativamente da vida estudantil, tanto dentro do Centro Acadêmico 9 de Julho, como na Associação Atlética da faculdade. Tinha como companheiro da militância do movimento estudantil JOAQUIM MENDONÇA SOBRINHO. Após intensa atividade na política estudantil, formaram-se e iniciaram a exercer juntos a advocacia, adentrando aos quadros do Partido Socialista Brasileiro e participando diuturnamente da vida política bauruense. Juntamente com Joaquim, foi advogado de defesa do líder camponês Jofre Correa Netto e do líder estudantil bauruense José Ivan Gibin de Mattos, no episódio da invasão da fazenda Jacutinga, na cidade de Presidente Alves. Era advogado de diversas entidades sindicais dos trabalhadores na cidade de Bauru e região, sempre pautando suas atividades na advocacia, na defesa dos direitos da classe trabalhadora. Além disto, na condição de Presidente do Partido Socialista Brasileiro, na cidade de Bauru, teve papel de importância no lançamento da candidatura do saudoso Edison Bastos Gasparini, como vice-prefeito da cidade, visto que nesta época o prefeito e vice eram eleitos separadamente. Quando do golpe militar de 1º de Abril de 1964, foram implacavelmente perseguidos pelos órgãos de repressão e pela FAC – Frente Anti-Comunista -, e enquanto Joaquim lograva empreender fuga para São Paulo, Análio buscou guarida justamente na casa do Sr. Adelino Mendonça, pai de Joaquim, na cidade de Arealva. Como a polícia estava vasculhando a região no encalço de ambos, acharam como de melhor valia sair da cidade, mesmo porque, para fugir de um cerco da polícia, viu-se obrigado a pular muros de residências no centro da cidade de Arealva, acabando por se ferir gravemente no tendão do pulso direito. Desta forma, à noite, Análio adentrou ao porta-malas do carro do Sr. Adelino, que o transportou até a cidade de Jaú, de onde o foragido seguiu para São Paulo. Mesmo anos depois do Golpe Militar, costumeiramente era demitido dos empregos, com fundamento em sua ficha policial, onde constava ter sido processado pela Lei de Segurança Nacional. Análio hoje reside na capital do estado, onde exerce a advocacia e é empresário do ramo imobiliário, sendo que poucas vezes retornou a Bauru, depois do golpe militar de 1º de Abril de 1964, tendo aqui comparecido em 12 de julho de 2003, quando nas dependências da Câmara Municipal, foi homenageado pelos atuais dirigentes do Partido Socialista Brasileiro, pelo seu passado de lutas em defesa da Liberdade e do Socialismo.
Buda
Enquanto acadêmico de direito, da Instituição Toledo de Ensino na cidade de Bauru, Análio participou ativamente da vida estudantil, tanto dentro do Centro Acadêmico 9 de Julho, como na Associação Atlética da faculdade. Tinha como companheiro da militância do movimento estudantil JOAQUIM MENDONÇA SOBRINHO. Após intensa atividade na política estudantil, formaram-se e iniciaram a exercer juntos a advocacia, adentrando aos quadros do Partido Socialista Brasileiro e participando diuturnamente da vida política bauruense. Juntamente com Joaquim, foi advogado de defesa do líder camponês Jofre Correa Netto e do líder estudantil bauruense José Ivan Gibin de Mattos, no episódio da invasão da fazenda Jacutinga, na cidade de Presidente Alves. Era advogado de diversas entidades sindicais dos trabalhadores na cidade de Bauru e região, sempre pautando suas atividades na advocacia, na defesa dos direitos da classe trabalhadora. Além disto, na condição de Presidente do Partido Socialista Brasileiro, na cidade de Bauru, teve papel de importância no lançamento da candidatura do saudoso Edison Bastos Gasparini, como vice-prefeito da cidade, visto que nesta época o prefeito e vice eram eleitos separadamente. Quando do golpe militar de 1º de Abril de 1964, foram implacavelmente perseguidos pelos órgãos de repressão e pela FAC – Frente Anti-Comunista -, e enquanto Joaquim lograva empreender fuga para São Paulo, Análio buscou guarida justamente na casa do Sr. Adelino Mendonça, pai de Joaquim, na cidade de Arealva. Como a polícia estava vasculhando a região no encalço de ambos, acharam como de melhor valia sair da cidade, mesmo porque, para fugir de um cerco da polícia, viu-se obrigado a pular muros de residências no centro da cidade de Arealva, acabando por se ferir gravemente no tendão do pulso direito. Desta forma, à noite, Análio adentrou ao porta-malas do carro do Sr. Adelino, que o transportou até a cidade de Jaú, de onde o foragido seguiu para São Paulo. Mesmo anos depois do Golpe Militar, costumeiramente era demitido dos empregos, com fundamento em sua ficha policial, onde constava ter sido processado pela Lei de Segurança Nacional. Análio hoje reside na capital do estado, onde exerce a advocacia e é empresário do ramo imobiliário, sendo que poucas vezes retornou a Bauru, depois do golpe militar de 1º de Abril de 1964, tendo aqui comparecido em 12 de julho de 2003, quando nas dependências da Câmara Municipal, foi homenageado pelos atuais dirigentes do Partido Socialista Brasileiro, pelo seu passado de lutas em defesa da Liberdade e do Socialismo.
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