Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma, que não exista força humana algumaque esta paixão embriagadora dome.
E que eu por ti, se torturado for, possa feliz, indiferente à dor, morrer sorrindo a murmurar teu nome”
(Carlos Marighela, poesia “Liberdade”, São Paulo, Presídio Especial, 1939).
Em oito de Maio de 1945, as sirenes, sinos e apitos de todas as cidades livres do mundo anunciavam o término da guerra e a vitória das forças democráticas contra o nazi-fascismo. Quarenta milhões de pessoas haviam sacrificado suas vidas na luta pela liberdade.
O governo de Getulio Vargas, impulsionado por milhões de patriotas de todas as camadas sociais, enviara para os campos de batalha da Europa, nossa gloriosa Força Expedicionária Brasileira. Tínhamos contribuído com o nosso quinhão para a derrota da fera nazi-fascista.
Todavia, o pentágono norte americano, braço armado das multinacionais, então com o monopólio da bomba atômica, percebendo o sopro de democracia que varria o mundo, determinando profundas transformações econômicas, políticas e sociais, buscou amedrontar os povos lançando duas bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki no Japão, provocando a morte de quinhentas mil pessoas e posteriormente de outros milhares em conseqüência da radiotividade.
Estava bem claro: mal terminada a guerra surgia novo perigo de outra hecatombe contra as forças da Paz, da Democracia e do Progresso. Por todos os quadrantes da terra surgiram protestos, aguçando-se a luta pela paz e reivindicações de toda a humanidade e liderando estes movimentos surgiam os melhores filhos do povo brasileiro. Trabalhadores do campo e da cidade, intelectuais, técnicos, cientistas, médicos e militares.
Na então Companhia Paulista de Estrada de Ferro surgia à figura altaneira do escriturário Armando Ferreira dos Santos. Nascido em Campinas, no dia 27/09/1913, veio a falecer em 11/02/1978, na cidade de Jundiaí. Era filho do chefe de estação da Paulista, Sr. Vicente Ferreira dos Santos e de dona Sebastiana Gonçalves dos Santos.
Jovem, antifascista, impregnado de profundo sentimento humano, não havia movimento reivindicatório ou político em que não estivesse envolvido, participando de forma ativa.
A greve por aumento de CR$ 500,00 (quinhentos cruzeiros) nos salários, que eclodiu em Bauru, aos 20 de janeiro de 1949, teve nele um dos coordenadores. Foram suas as orientações para que os ferroviários enfrentassem a reação cantando o hino nacional e com uma enorme bandeira nacional, tremulando sobre as cabeças. Nas reuniões preparatórias para o movimento, explicava aos companheiros:
“Não somos bandoleiros, respeitamos o patrimônio da ferrovia, estamos subnutridos. Temos o direito de levar um pouco mais de pão para nossos lares. Por ser considerado crime, vamos ser massacrados. Nosso auriverde pendão será nossa arma e o Hino Nacional as balas com que nos defenderemos”.
Realmente, os ferroviários da Paulista foram atacados covardemente com bombas de gás lacrimogêneo, coices e tiros de fuzis e metralhadoras.
Defenderam-se com o Pavilhão e o Hino Nacional.
São suas as palavras inseridas no boletim distribuído aos ferroviários, dois dias após o movimento:
“Estamos dispostos a defender nosso direito de não morrer de fome, por todos os meios de luta ao nosso alcance. Glória aos heróis de Triagem! Avante para a luta, pelo aumento geral dos salários!”.
Simultaneamente a eclosão do movimento paredista em Triagem, contatou as lideranças ferroviárias da Noroeste do Brasil, que liderados pelos históricos defensores dos trabalhadores, Antenor Dias e Júlio Xavier, declararam-se em greve de advertência e solidariedade aos seus companheiros da Paulista e naquele mesmo ano, no dia 7 de setembro, em pleno desfile comemorativo da Independência na Avenida Rodrigues Alves, Armando participava, juntamente com dezenas de outros companheiros, empunhando faixas de protestos, onde se liam:
“Não queremos uma nova guerra e sim a paz!”.
“Queremos independência política, econômica e social!”.
“Abaixo os trustes americanos!".
Conseguiram percorrer metade da avenida, até que a repressão policial se fizesse sentir. Debandaram e foram fazer um comício relâmpago contra a guerra e a construção de bombas atômicas, na saída da “matinê” do então Cine Bauru. Foram espancados, presos e condenados a três meses de cadeia.
Era crime lutar pela Paz e contra a bomba atômica!
Cumprida a pena, Armando deu seqüência as suas lutas e foi organizar os ferroviários da Estrada de Ferro Central do Brasil, nas oficinas da Estação Presidente Roosevelt em São Paulo. Com seu poder de persuasão e firmeza ideológica, liderou uma greve parcial e de advertência por melhores salários.
Nos anais das Câmaras Municipais de Campinas e de Jundiaí, estão arquivados centenas de projetos, de benefício público, apresentados e defendidos pelo vereador Armando Ferreira dos Santos. Foi um dos vereadores mais combativos que por aqueles legislativos passou, tendo o reconhecimento popular, pois constantemente era um dos mais votados. Era a manifestação popular, era a gratidão demonstrada a um dos mais ilustres filhos de nosso povo.
Quando de sua morte, em 1978, o seu velho companheiro de lutas Elias Calixto Bittar, escreveu a seguinte carta em sua homenagem:
A MORTE DO IDEALISTA
Dia desses, com lágrimas nos olhos, acompanhei os funerais de um velho amigo, Armando Ferreira dos Santos, o maior idealista que conheci em minha vida.
Passou sua existência lutando por tudo aquilo em que acreditou. Como todo homem sensato, foi sempre autêntico. Caminhou sempre em uma determinada direção de vida, movido por seus ideais. Entendia sempre que o povo brasileiro somente poderia ser feliz, se por aqui fosse implantado o regime socialista de governo.
Pagou na própria carne, o preço alto demais, em virtude daqueles que habitualmente contestava, serem mais poderosos. Mais tarde descobriu que essa não era a melhor forma com que poderia ajudar a atender aos superiores interesses de nosso país.
Simplesmente mudou de idéias. Começou tudo novamente, movido por outros ideais.
Foi amigo de seus amigos até o ponto máximo da palavra. Com eles nunca participou de nenhuma ação indigna. Dono de uma inteligência admirável e de discernimento a toda prova, era de um papo super saboroso, destes que a gente não cansa de ficar ouvindo horas e horas.
Como todo aquele que luta por um mundo melhor, na forma de ver as coisas, nunca se preocupou em ganhar dinheiro. Até pelo contrário, o pouco que tinha distribuiu entre seus semelhantes.
Foi vereador na cidade de Campinas. Extremamente atuante, deixou na velha terra das andorinhas, uma enorme soma de serviços prestados, que ajudaram a fazer daquela cidade, uma das mais importantes do interior.
Em Jundiaí foi candidato a vice-prefeito, quando as eleições eram desvinculadas e por muito pouco, não logrou vencer a eleição. Seus conhecimentos sobre política e a sua forma de ver o homem dentro de uma disputa eleitoral, serviram para dar a muitos políticos de nossa terra, uma posição de destaque em nossa sociedade.
Respeitabilíssimo por seus adversários pela lealdade com quem sempre lutou em favor de suas idéias, granjeou, mesmo entre grupos antagônicos, uma extraordinária soma de respeito e de admiração. A grande diferença entre o idealista e o oportunista é que, aquele que tem ideal, sacrifica-se a vida toda por ele e conseqüentemente morre pobre.
Pois bem, Armando Ferreira dos Santos, morreu pobre em termos de dinheiro, mas riquíssimo em moedas que o homem não pode aviltar, que são: a dignidade, a consciência de ter sido um excelente cidadão e, o que é mais importante, teve sempre o respeito de todos os patriotas.
Não importa a idéia que se possa ter, quando ela esta calcada na sinceridade. O que é mais importante, dizem os grandes pensadores, é ter o espírito aberto para a realidade e não ter medo de recuar, toda vez que se convence pela própria razão, pelo seu próprio discernimento, de que estas não são as melhores formas de servir seu povo e ter a coragem necessária para voltar atrás, e de estender suas mãos, para aqueles que tinham sido seus próprios algozes, fazendo isto, sem ódio e sem ressentimento.
Armando, em vida, sempre foi um sujeito preocupado em saber o que havia do lado de lá, ou seja, depois da vida.
Agora, ele já sabe e com certeza deve estar no céu. Nesta hora, deve estar fazendo sua rodinha, conversando com muitos anjos e contando suas histórias.
Igualmente, seu filho Luiz Carlos, escreveu a seguinte mensagem em homenagem ao seu pai.
AO MEU GRANDE AMIGO
Amigo, palavra que pude pronunciar.
Respeito e admiração tiveram demais.
Meu pai e amigão
Andávamos juntos pelo mesmo chão.
Nas horas amargas fazias refrão.
Da vida fizeste uma oração
Onde ouvi e aprendi esta lição.
Foste um bom pai
E estiveste presente em toda minha vida.
Rimos, choramos e brincamos juntos.
Rancor um do outro, nunca guardamos.
És, foste e continuarás sendo meu companheiro.
Inimitável, fabuloso, e acima de tudo amigo.
Recordações lindas e inesquecíveis...
Amar-te-ei, meu velho, para sempre.
Deste de ti, mais do que devias...
Ontem foste líder, hoje lembranças.
Sua imagem será para todos um símbolo.
Sacrificastes anos da tua vida
Apenas para ver um sonho teu crescer.
Nada te impedia de querer mais e mais para os outros.
Tanto que para ti, nada, ou quase nada deixaste.
Os políticos te seguem como modelo e por isso talvez,
Seu nome, ARMANDO FERREIRA DOS SANTOS, vire rua.
E que eu por ti, se torturado for, possa feliz, indiferente à dor, morrer sorrindo a murmurar teu nome”
(Carlos Marighela, poesia “Liberdade”, São Paulo, Presídio Especial, 1939).
Em oito de Maio de 1945, as sirenes, sinos e apitos de todas as cidades livres do mundo anunciavam o término da guerra e a vitória das forças democráticas contra o nazi-fascismo. Quarenta milhões de pessoas haviam sacrificado suas vidas na luta pela liberdade.
O governo de Getulio Vargas, impulsionado por milhões de patriotas de todas as camadas sociais, enviara para os campos de batalha da Europa, nossa gloriosa Força Expedicionária Brasileira. Tínhamos contribuído com o nosso quinhão para a derrota da fera nazi-fascista.
Todavia, o pentágono norte americano, braço armado das multinacionais, então com o monopólio da bomba atômica, percebendo o sopro de democracia que varria o mundo, determinando profundas transformações econômicas, políticas e sociais, buscou amedrontar os povos lançando duas bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki no Japão, provocando a morte de quinhentas mil pessoas e posteriormente de outros milhares em conseqüência da radiotividade.
Estava bem claro: mal terminada a guerra surgia novo perigo de outra hecatombe contra as forças da Paz, da Democracia e do Progresso. Por todos os quadrantes da terra surgiram protestos, aguçando-se a luta pela paz e reivindicações de toda a humanidade e liderando estes movimentos surgiam os melhores filhos do povo brasileiro. Trabalhadores do campo e da cidade, intelectuais, técnicos, cientistas, médicos e militares.
Na então Companhia Paulista de Estrada de Ferro surgia à figura altaneira do escriturário Armando Ferreira dos Santos. Nascido em Campinas, no dia 27/09/1913, veio a falecer em 11/02/1978, na cidade de Jundiaí. Era filho do chefe de estação da Paulista, Sr. Vicente Ferreira dos Santos e de dona Sebastiana Gonçalves dos Santos.
Jovem, antifascista, impregnado de profundo sentimento humano, não havia movimento reivindicatório ou político em que não estivesse envolvido, participando de forma ativa.
A greve por aumento de CR$ 500,00 (quinhentos cruzeiros) nos salários, que eclodiu em Bauru, aos 20 de janeiro de 1949, teve nele um dos coordenadores. Foram suas as orientações para que os ferroviários enfrentassem a reação cantando o hino nacional e com uma enorme bandeira nacional, tremulando sobre as cabeças. Nas reuniões preparatórias para o movimento, explicava aos companheiros:
“Não somos bandoleiros, respeitamos o patrimônio da ferrovia, estamos subnutridos. Temos o direito de levar um pouco mais de pão para nossos lares. Por ser considerado crime, vamos ser massacrados. Nosso auriverde pendão será nossa arma e o Hino Nacional as balas com que nos defenderemos”.
Realmente, os ferroviários da Paulista foram atacados covardemente com bombas de gás lacrimogêneo, coices e tiros de fuzis e metralhadoras.
Defenderam-se com o Pavilhão e o Hino Nacional.
São suas as palavras inseridas no boletim distribuído aos ferroviários, dois dias após o movimento:
“Estamos dispostos a defender nosso direito de não morrer de fome, por todos os meios de luta ao nosso alcance. Glória aos heróis de Triagem! Avante para a luta, pelo aumento geral dos salários!”.
Simultaneamente a eclosão do movimento paredista em Triagem, contatou as lideranças ferroviárias da Noroeste do Brasil, que liderados pelos históricos defensores dos trabalhadores, Antenor Dias e Júlio Xavier, declararam-se em greve de advertência e solidariedade aos seus companheiros da Paulista e naquele mesmo ano, no dia 7 de setembro, em pleno desfile comemorativo da Independência na Avenida Rodrigues Alves, Armando participava, juntamente com dezenas de outros companheiros, empunhando faixas de protestos, onde se liam:
“Não queremos uma nova guerra e sim a paz!”.
“Queremos independência política, econômica e social!”.
“Abaixo os trustes americanos!".
Conseguiram percorrer metade da avenida, até que a repressão policial se fizesse sentir. Debandaram e foram fazer um comício relâmpago contra a guerra e a construção de bombas atômicas, na saída da “matinê” do então Cine Bauru. Foram espancados, presos e condenados a três meses de cadeia.
Era crime lutar pela Paz e contra a bomba atômica!
Cumprida a pena, Armando deu seqüência as suas lutas e foi organizar os ferroviários da Estrada de Ferro Central do Brasil, nas oficinas da Estação Presidente Roosevelt em São Paulo. Com seu poder de persuasão e firmeza ideológica, liderou uma greve parcial e de advertência por melhores salários.
Nos anais das Câmaras Municipais de Campinas e de Jundiaí, estão arquivados centenas de projetos, de benefício público, apresentados e defendidos pelo vereador Armando Ferreira dos Santos. Foi um dos vereadores mais combativos que por aqueles legislativos passou, tendo o reconhecimento popular, pois constantemente era um dos mais votados. Era a manifestação popular, era a gratidão demonstrada a um dos mais ilustres filhos de nosso povo.
Quando de sua morte, em 1978, o seu velho companheiro de lutas Elias Calixto Bittar, escreveu a seguinte carta em sua homenagem:
A MORTE DO IDEALISTA
Dia desses, com lágrimas nos olhos, acompanhei os funerais de um velho amigo, Armando Ferreira dos Santos, o maior idealista que conheci em minha vida.
Passou sua existência lutando por tudo aquilo em que acreditou. Como todo homem sensato, foi sempre autêntico. Caminhou sempre em uma determinada direção de vida, movido por seus ideais. Entendia sempre que o povo brasileiro somente poderia ser feliz, se por aqui fosse implantado o regime socialista de governo.
Pagou na própria carne, o preço alto demais, em virtude daqueles que habitualmente contestava, serem mais poderosos. Mais tarde descobriu que essa não era a melhor forma com que poderia ajudar a atender aos superiores interesses de nosso país.
Simplesmente mudou de idéias. Começou tudo novamente, movido por outros ideais.
Foi amigo de seus amigos até o ponto máximo da palavra. Com eles nunca participou de nenhuma ação indigna. Dono de uma inteligência admirável e de discernimento a toda prova, era de um papo super saboroso, destes que a gente não cansa de ficar ouvindo horas e horas.
Como todo aquele que luta por um mundo melhor, na forma de ver as coisas, nunca se preocupou em ganhar dinheiro. Até pelo contrário, o pouco que tinha distribuiu entre seus semelhantes.
Foi vereador na cidade de Campinas. Extremamente atuante, deixou na velha terra das andorinhas, uma enorme soma de serviços prestados, que ajudaram a fazer daquela cidade, uma das mais importantes do interior.
Em Jundiaí foi candidato a vice-prefeito, quando as eleições eram desvinculadas e por muito pouco, não logrou vencer a eleição. Seus conhecimentos sobre política e a sua forma de ver o homem dentro de uma disputa eleitoral, serviram para dar a muitos políticos de nossa terra, uma posição de destaque em nossa sociedade.
Respeitabilíssimo por seus adversários pela lealdade com quem sempre lutou em favor de suas idéias, granjeou, mesmo entre grupos antagônicos, uma extraordinária soma de respeito e de admiração. A grande diferença entre o idealista e o oportunista é que, aquele que tem ideal, sacrifica-se a vida toda por ele e conseqüentemente morre pobre.
Pois bem, Armando Ferreira dos Santos, morreu pobre em termos de dinheiro, mas riquíssimo em moedas que o homem não pode aviltar, que são: a dignidade, a consciência de ter sido um excelente cidadão e, o que é mais importante, teve sempre o respeito de todos os patriotas.
Não importa a idéia que se possa ter, quando ela esta calcada na sinceridade. O que é mais importante, dizem os grandes pensadores, é ter o espírito aberto para a realidade e não ter medo de recuar, toda vez que se convence pela própria razão, pelo seu próprio discernimento, de que estas não são as melhores formas de servir seu povo e ter a coragem necessária para voltar atrás, e de estender suas mãos, para aqueles que tinham sido seus próprios algozes, fazendo isto, sem ódio e sem ressentimento.
Armando, em vida, sempre foi um sujeito preocupado em saber o que havia do lado de lá, ou seja, depois da vida.
Agora, ele já sabe e com certeza deve estar no céu. Nesta hora, deve estar fazendo sua rodinha, conversando com muitos anjos e contando suas histórias.
Igualmente, seu filho Luiz Carlos, escreveu a seguinte mensagem em homenagem ao seu pai.
AO MEU GRANDE AMIGO
Amigo, palavra que pude pronunciar.
Respeito e admiração tiveram demais.
Meu pai e amigão
Andávamos juntos pelo mesmo chão.
Nas horas amargas fazias refrão.
Da vida fizeste uma oração
Onde ouvi e aprendi esta lição.
Foste um bom pai
E estiveste presente em toda minha vida.
Rimos, choramos e brincamos juntos.
Rancor um do outro, nunca guardamos.
És, foste e continuarás sendo meu companheiro.
Inimitável, fabuloso, e acima de tudo amigo.
Recordações lindas e inesquecíveis...
Amar-te-ei, meu velho, para sempre.
Deste de ti, mais do que devias...
Ontem foste líder, hoje lembranças.
Sua imagem será para todos um símbolo.
Sacrificastes anos da tua vida
Apenas para ver um sonho teu crescer.
Nada te impedia de querer mais e mais para os outros.
Tanto que para ti, nada, ou quase nada deixaste.
Os políticos te seguem como modelo e por isso talvez,
Seu nome, ARMANDO FERREIRA DOS SANTOS, vire rua.
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