“O que me surpreende na aplicação de uma educação realmente libertadora é o medo da liberdade”.
Paulo Freire.
Nascido aos quinze de dezembro de 1933, na cidade de Botucatu, Estado de São Paulo, filho do alfaiate Celso Gasparini e da dona de casa Albertina Bastos Gasparini. Mudando-se para Bauru, veio a tomar conhecimento da ideologia marxista-leninista com o velho combatente das causas operárias ALBERTO DE SOUZA e com o líder ferroviário ANTENOR DIAS. Cursou Direito na Instituição Toledo de Ensino e aos trinta de novembro de 1957, casou-se com dona DARCI GOMES DA SILVA GASPARINI, com quem teve os filhos Rosana Márcia, Edson Jr., Helena, Alecsander, Matheus e Marcos. Vereador eleito em 1959, logrou reeleição em 1963, disputando as eleições pelo Partido Socialista Brasileiro. Nesta época o cidadão podia disputar dois cargos e Gasparini foi candidato a vereador e à vice-prefeito, conseguindo a vitória para o primeiro e alcançando expressiva votação para o segundo. Tinha uma intensa participação na vida política da cidade, incentivando a criação de sindicatos e de associações de classe, na luta constante contra o aumento extorsivo do custo de vida e principalmente pela melhoria das condições de vida do povo brasileiro. Poderíamos afirmar que efetivamente GASPARINI exercia o cargo de vereador em nome do povo, o mesmo povo que havia lhe outorgado os mandatos. Honrava com altivez incomum os seus mandatos e a intransigência com que defendia os menos favorecidos, atraia contra si a ira da classe dominante. Com o golpe militar de 1º de Abril de 1964, a Câmara Municipal de Bauru, pressionada pelas mulheres que realizaram a MARCHA COM DEUS PELA LIBERDADE, contra o governo democrático de João Goulart e pelos componentes da famigerada e de triste memória FRENTE ANTICOMUNISTA, reuniu-se no dia 06.04.1964 e por unanimidade de votos de seus componentes o mandato de EDISON BASTOS GASPARINI foi cassado. O ex-prefeito e então vereador IRINEU BASTOS, tentou de todas as formas demover seus pares da cassação, sendo vaiado intensamente pelos assistentes. Não que Irineu não quisesse a cassação, mas a desejava juridicamente perfeita, para que o cassado não tivesse condições legais de retornar. Opinião vencida, votou favoravelmente a cassação, não sem antes advertir seus pares, de que a cassação estava eivada em vícios e erros jurídicos, e que fatalmente seria derrubada pela Justiça. Foi o que aconteceu e aos 06.08.1965, GASPARINI reassumia seu mandato de vereador, com base em acórdão do Tribunal de Justiça. Paralelamente a punição da Câmara Municipal, aos 21.09.1964, igualmente foi aposentado compulsoriamente do quadro funcional da Prefeitura Municipal de Bauru, pelo então prefeito Dr. Nuno de Assis, com fundamentação legal no Ato Institucional de 09/04/1964, sendo que neste mês de setembro, GASPARINI viria a sofrer outro revés. Sua esposa teve uma gravidez conturbada com o período político, as perseguições e ameaças recebidas, e a terceira filha, aguardada com ansiedade pelo casal, veio a nascer morta. Nas eleições de 1968, já no MDB, Gasparini não conseguiu se reeleger vereador, mesmo porque sua candidatura foi liberada pela Justiça Eleitoral, quando faltavam 10 dias para o pleito. Entretanto, na condição de 1º suplente, assumiu por diversas vezes o mandato. Na eleição de 1972 foi eleito vereador e reeleito na de 1976, pelo MDB, sempre pautando sua atuação pela defesa intransigente das necessidades populares. Ajudou neste período a criar o Movimento Contra a Carestia, o Comitê Brasileiro pela Anistia - secção de Bauru -, e buscava fortalecer o seu MDB. Quando da reformulação partidária de 1980, continuou no PMDB e por ocasião das eleições municipais de 1982, teve seu nome lançado como candidato a prefeito pela ala esquerda do partido, que via em Gasparini o nome ideal para derrotar os então detentores do poder. Tendo como candidato à vice-prefeito o professor José Gualberto Tuga Martins Angerami, então um ilustre desconhecido na cidade, em uma campanha com parcos recursos, GASPARINI conquistou a vitória nas eleições de 15 de Novembro, todavia, novamente o destino lhe pregaria uma peça e poucos dias após as eleições era descoberto um tumor em seu cérebro. Tomou posse, já combalido pela doença em 1º de fevereiro de 1983 e pouco pode fazer pela cidade por qual tanto lutou. Em 1º de Novembro de 1983, aos quarenta e nove anos de idade, falecia o intransigente defensor da classe trabalhadora, EDISON BASTOS GASPARINI, tratado carinhosamente como “Baixinho". Inegavelmente, deixou uma grande herança: a da luta por melhores condições de vida, da dignidade e honestidade no trato da coisa pública. Um núcleo habitacional e uma Escola Estadual perpetuam o seu nome na cidade de Bauru.
Paulo Freire.
Nascido aos quinze de dezembro de 1933, na cidade de Botucatu, Estado de São Paulo, filho do alfaiate Celso Gasparini e da dona de casa Albertina Bastos Gasparini. Mudando-se para Bauru, veio a tomar conhecimento da ideologia marxista-leninista com o velho combatente das causas operárias ALBERTO DE SOUZA e com o líder ferroviário ANTENOR DIAS. Cursou Direito na Instituição Toledo de Ensino e aos trinta de novembro de 1957, casou-se com dona DARCI GOMES DA SILVA GASPARINI, com quem teve os filhos Rosana Márcia, Edson Jr., Helena, Alecsander, Matheus e Marcos. Vereador eleito em 1959, logrou reeleição em 1963, disputando as eleições pelo Partido Socialista Brasileiro. Nesta época o cidadão podia disputar dois cargos e Gasparini foi candidato a vereador e à vice-prefeito, conseguindo a vitória para o primeiro e alcançando expressiva votação para o segundo. Tinha uma intensa participação na vida política da cidade, incentivando a criação de sindicatos e de associações de classe, na luta constante contra o aumento extorsivo do custo de vida e principalmente pela melhoria das condições de vida do povo brasileiro. Poderíamos afirmar que efetivamente GASPARINI exercia o cargo de vereador em nome do povo, o mesmo povo que havia lhe outorgado os mandatos. Honrava com altivez incomum os seus mandatos e a intransigência com que defendia os menos favorecidos, atraia contra si a ira da classe dominante. Com o golpe militar de 1º de Abril de 1964, a Câmara Municipal de Bauru, pressionada pelas mulheres que realizaram a MARCHA COM DEUS PELA LIBERDADE, contra o governo democrático de João Goulart e pelos componentes da famigerada e de triste memória FRENTE ANTICOMUNISTA, reuniu-se no dia 06.04.1964 e por unanimidade de votos de seus componentes o mandato de EDISON BASTOS GASPARINI foi cassado. O ex-prefeito e então vereador IRINEU BASTOS, tentou de todas as formas demover seus pares da cassação, sendo vaiado intensamente pelos assistentes. Não que Irineu não quisesse a cassação, mas a desejava juridicamente perfeita, para que o cassado não tivesse condições legais de retornar. Opinião vencida, votou favoravelmente a cassação, não sem antes advertir seus pares, de que a cassação estava eivada em vícios e erros jurídicos, e que fatalmente seria derrubada pela Justiça. Foi o que aconteceu e aos 06.08.1965, GASPARINI reassumia seu mandato de vereador, com base em acórdão do Tribunal de Justiça. Paralelamente a punição da Câmara Municipal, aos 21.09.1964, igualmente foi aposentado compulsoriamente do quadro funcional da Prefeitura Municipal de Bauru, pelo então prefeito Dr. Nuno de Assis, com fundamentação legal no Ato Institucional de 09/04/1964, sendo que neste mês de setembro, GASPARINI viria a sofrer outro revés. Sua esposa teve uma gravidez conturbada com o período político, as perseguições e ameaças recebidas, e a terceira filha, aguardada com ansiedade pelo casal, veio a nascer morta. Nas eleições de 1968, já no MDB, Gasparini não conseguiu se reeleger vereador, mesmo porque sua candidatura foi liberada pela Justiça Eleitoral, quando faltavam 10 dias para o pleito. Entretanto, na condição de 1º suplente, assumiu por diversas vezes o mandato. Na eleição de 1972 foi eleito vereador e reeleito na de 1976, pelo MDB, sempre pautando sua atuação pela defesa intransigente das necessidades populares. Ajudou neste período a criar o Movimento Contra a Carestia, o Comitê Brasileiro pela Anistia - secção de Bauru -, e buscava fortalecer o seu MDB. Quando da reformulação partidária de 1980, continuou no PMDB e por ocasião das eleições municipais de 1982, teve seu nome lançado como candidato a prefeito pela ala esquerda do partido, que via em Gasparini o nome ideal para derrotar os então detentores do poder. Tendo como candidato à vice-prefeito o professor José Gualberto Tuga Martins Angerami, então um ilustre desconhecido na cidade, em uma campanha com parcos recursos, GASPARINI conquistou a vitória nas eleições de 15 de Novembro, todavia, novamente o destino lhe pregaria uma peça e poucos dias após as eleições era descoberto um tumor em seu cérebro. Tomou posse, já combalido pela doença em 1º de fevereiro de 1983 e pouco pode fazer pela cidade por qual tanto lutou. Em 1º de Novembro de 1983, aos quarenta e nove anos de idade, falecia o intransigente defensor da classe trabalhadora, EDISON BASTOS GASPARINI, tratado carinhosamente como “Baixinho". Inegavelmente, deixou uma grande herança: a da luta por melhores condições de vida, da dignidade e honestidade no trato da coisa pública. Um núcleo habitacional e uma Escola Estadual perpetuam o seu nome na cidade de Bauru.
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