“A opressão do homem pelo homem iniciou-se com a opressão da mulher pelo homem”.
Karl Marx
Ferroviário da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil e membro da diretoria da Associação Profissional dos Ferroviários da ferrovia, perseguido e punido pela redentora de 64, com a aposentadoria compulsória com fundamentação no Ato Institucional de 09.04.64. Perseguido pela polícia política e pela FAC no período posterior ao golpe, conseguiu evadir-se, sem que as forças repressoras conseguissem localizá-lo. Posteriormente, preocupado em ser demitido por abandono de serviço, apresentou-se às autoridades policiais, permanecendo preso por mais de trinta dias na cadeia pública de Bauru. Os velhos militantes comunistas, ainda vivos, são unânimes em afirmar que Jonas era um dos quadros do partido, com melhor preparo intelectual e dotado de uma oratória firme e convincente, na defesa dos interesses da classe ferroviária e na de seus ideais marxistas. Crítico severo de seus adversários e de próprios companheiros, quando entendia que estes não cumpriam na plenitude as tarefas e obrigações partidárias. Decorridos quarenta anos dos fatos que mergulharam o Brasil na escuridão ditatorial, Jonas ainda não perdoa os “companheiros” que recebiam os jornais do partido e não faziam o pagamento. Citamos isto, para mostrar a inflexibilidade e a seriedade deste velho combatente das causas populares. Crítico mordaz do ferroviário Nilson Costa, presidente da entidade representativa dos ferroviários, não hesitava em redigir manifestos e distribui-los ao longo da linha, contendo obviamente os seus pensamentos a respeito da atuação do então líder sindical.
Representando os ferroviários da Noroeste, eleito pela categoria, esteve no Congresso Nacional dos Ferroviários em Recife-Pernambuco, no ano de 1963, e antes disso já havia estado na Bulgária e Tchecoslováquia em Congressos internacionais da categoria.
Jonas faleceu em Campo Grande, em meados de 2006, desfrutando de sua aposentadoria, mas construiu uma bela página da história sindical brasileira, colaborando de forma decisiva, graças ao seu preparo político, para a conscientização da classe ferroviária. Em nossa opinião, mereceria um estudo aprofundado, com pesquisas a respeito de sua atuação, para que servisse de exemplo as novas gerações. Após a morte, em 14 de Novembro de 2006 foi considerado anistiado pelo Ministério da Justiça.
Karl Marx
Ferroviário da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil e membro da diretoria da Associação Profissional dos Ferroviários da ferrovia, perseguido e punido pela redentora de 64, com a aposentadoria compulsória com fundamentação no Ato Institucional de 09.04.64. Perseguido pela polícia política e pela FAC no período posterior ao golpe, conseguiu evadir-se, sem que as forças repressoras conseguissem localizá-lo. Posteriormente, preocupado em ser demitido por abandono de serviço, apresentou-se às autoridades policiais, permanecendo preso por mais de trinta dias na cadeia pública de Bauru. Os velhos militantes comunistas, ainda vivos, são unânimes em afirmar que Jonas era um dos quadros do partido, com melhor preparo intelectual e dotado de uma oratória firme e convincente, na defesa dos interesses da classe ferroviária e na de seus ideais marxistas. Crítico severo de seus adversários e de próprios companheiros, quando entendia que estes não cumpriam na plenitude as tarefas e obrigações partidárias. Decorridos quarenta anos dos fatos que mergulharam o Brasil na escuridão ditatorial, Jonas ainda não perdoa os “companheiros” que recebiam os jornais do partido e não faziam o pagamento. Citamos isto, para mostrar a inflexibilidade e a seriedade deste velho combatente das causas populares. Crítico mordaz do ferroviário Nilson Costa, presidente da entidade representativa dos ferroviários, não hesitava em redigir manifestos e distribui-los ao longo da linha, contendo obviamente os seus pensamentos a respeito da atuação do então líder sindical.
Representando os ferroviários da Noroeste, eleito pela categoria, esteve no Congresso Nacional dos Ferroviários em Recife-Pernambuco, no ano de 1963, e antes disso já havia estado na Bulgária e Tchecoslováquia em Congressos internacionais da categoria.
Jonas faleceu em Campo Grande, em meados de 2006, desfrutando de sua aposentadoria, mas construiu uma bela página da história sindical brasileira, colaborando de forma decisiva, graças ao seu preparo político, para a conscientização da classe ferroviária. Em nossa opinião, mereceria um estudo aprofundado, com pesquisas a respeito de sua atuação, para que servisse de exemplo as novas gerações. Após a morte, em 14 de Novembro de 2006 foi considerado anistiado pelo Ministério da Justiça.
Nenhum comentário:
Postar um comentário