Nome do Jornal: Tribuna Operária
Prontuário: 2355.
Conselho Editorial: Carlos Gewe (diretor)
Perfil Político: Socialista; Anticlerical.
Periodicidade: Quinzenal.
Processo Gráfico: Tipografia.
Dimensão: Histórico: A "Tribuna Operária", jornal da cidade de Bauru (SP), declarava-se defensor do proletariado brasileiro e de pequenos agricultores. Ao publicar artigos em defesa dos direitos dos trabalhadores, traçava comentários críticos sobre a legislação trabalhista àquele momento proposta pelo governo Getúlio Vargas. Defendia o socialismo, sustentando como bandeira de luta “acabar com a exploração do trabalho para o lucro dos patrões”. O jornal tinha como lema a trilogia: liberdade, igualdade e fraternidade, e “Avante! Avante! Oh! Brasileiros. O Socialismo em pé!” Era comum a reprodução de textos cedidos por outros periódicos, como no caso deste exemplar confiscado em março de 1933. O foco central da matéria publicada pelo Jornal Baptista, ligado à igreja homônima, discute a moralidade pregada pelos católicos a partir do caso de um padre do interior de São Paulo, que havia engravidado uma de suas empregadas. Este, apesar de ter violado o voto do celibato clerical, continuava ministrando normalmente os sacramentos. O jornal, que contava com a colaboração de José Rodrigues Teixeira e do “Conselheiro Ambrósio”, editava um suplemento semanal com ilustrações. Assinam artigos nesta mesma edição, também a Liga Anticlerical de Pelotas e a Liga Operária de Araçatuba. O exemplar apreendido apresenta um único anúncio de patrocinador: o mata-formigas da marca "Tatú”, sob o slogan,“a melhor marca de formicida”. Com destaque na primeira página, a embalagem do produto apresenta o desenho de uma caveira, em alusão ao seu conteúdo “venenoso”.
Número de Páginas: 4.
Local/Edição: Bauru (SP)/ 26 de março de 1933.Prontuariado: Carlos GeweRemissão: 2355
Razão da Apreensão: Constam do prontuário de Carlos Gewe, diretor-gerente da "Tribuna Operária", quatro exemplares do referido jornal, além de outras publicações produzidas na mesma oficina de impressão, tais como os jornais "Argus", "A Luta" e "A Voz da Egreja". Considerado pela polícia como o membro mais atuante do Partido Comunista na região de Bauru, o alemão Carlos Gewe acumulava estigmas; além de ser estrangeiro, havia sido denunciado primeiramente pelo secretário da Liga Católica “Jesus, Maria, José”, Ary Nascimento Cordeiro, que irritado com a publicação do jornal anticlericalista "A Voz da Egreja", denunciou a ligação da oficina do "Tribuna Operária" com publicações comunistas.
Prontuário: 2355.
Conselho Editorial: Carlos Gewe (diretor)
Perfil Político: Socialista; Anticlerical.
Periodicidade: Quinzenal.
Processo Gráfico: Tipografia.
Dimensão: Histórico: A "Tribuna Operária", jornal da cidade de Bauru (SP), declarava-se defensor do proletariado brasileiro e de pequenos agricultores. Ao publicar artigos em defesa dos direitos dos trabalhadores, traçava comentários críticos sobre a legislação trabalhista àquele momento proposta pelo governo Getúlio Vargas. Defendia o socialismo, sustentando como bandeira de luta “acabar com a exploração do trabalho para o lucro dos patrões”. O jornal tinha como lema a trilogia: liberdade, igualdade e fraternidade, e “Avante! Avante! Oh! Brasileiros. O Socialismo em pé!” Era comum a reprodução de textos cedidos por outros periódicos, como no caso deste exemplar confiscado em março de 1933. O foco central da matéria publicada pelo Jornal Baptista, ligado à igreja homônima, discute a moralidade pregada pelos católicos a partir do caso de um padre do interior de São Paulo, que havia engravidado uma de suas empregadas. Este, apesar de ter violado o voto do celibato clerical, continuava ministrando normalmente os sacramentos. O jornal, que contava com a colaboração de José Rodrigues Teixeira e do “Conselheiro Ambrósio”, editava um suplemento semanal com ilustrações. Assinam artigos nesta mesma edição, também a Liga Anticlerical de Pelotas e a Liga Operária de Araçatuba. O exemplar apreendido apresenta um único anúncio de patrocinador: o mata-formigas da marca "Tatú”, sob o slogan,“a melhor marca de formicida”. Com destaque na primeira página, a embalagem do produto apresenta o desenho de uma caveira, em alusão ao seu conteúdo “venenoso”.
Número de Páginas: 4.
Local/Edição: Bauru (SP)/ 26 de março de 1933.Prontuariado: Carlos GeweRemissão: 2355
Razão da Apreensão: Constam do prontuário de Carlos Gewe, diretor-gerente da "Tribuna Operária", quatro exemplares do referido jornal, além de outras publicações produzidas na mesma oficina de impressão, tais como os jornais "Argus", "A Luta" e "A Voz da Egreja". Considerado pela polícia como o membro mais atuante do Partido Comunista na região de Bauru, o alemão Carlos Gewe acumulava estigmas; além de ser estrangeiro, havia sido denunciado primeiramente pelo secretário da Liga Católica “Jesus, Maria, José”, Ary Nascimento Cordeiro, que irritado com a publicação do jornal anticlericalista "A Voz da Egreja", denunciou a ligação da oficina do "Tribuna Operária" com publicações comunistas.
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