"Solidariedade, amigos, não se agradece, comemora-se".
(Herbert de Souza, o Betinho).
Ainda estudante, participou da campanha municipal de 1963 como candidato a vereador pelo Partido Socialista Brasileiro – PSB -, na cidade de Bauru, em uma dobradinha que tinha como candidato a Prefeito, o ferroviário Ivaldo Crivelli pelo PTB e à vice, o então vereador e militante dos movimentos populares Edison Bastos Gasparini, recordando que na época as votações eram independentes e o eleitor votava em prefeito e vice, não sendo raro ser eleito o prefeito de uma chapa e o vice de outra. Além disso, era permitido ao cidadão candidatar-se a dois cargos eletivos.
Em 1964 foi preso por determinação da FAC, permanecendo na Cadeia Pública por 11 dias, tendo sido libertado por falta de provas, para ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional e absolvido por absoluta falta de provas. Em 1978/79, participou ativamente da campanha pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, cerrando fileiras ao lado de seus antigos companheiros e dos jovens estudantes que questionavam a legitimidade do governo militar, no Comitê Brasileiro pela Anistia, secção de Bauru.
Em 1982, foi candidato a vice-prefeito na chapa do engenheiro José Cardoso Neto, pelo PMDB, colaborando com a vitória do militante marxista Gasparini, seu antigo companheiro de jornadas políticas, visto que nesta época ainda existia o sistema de sub-legendas, com cada partido podendo lançar três candidatos à prefeito, vencendo as eleições a agremiação partidária que somasse o maior número de votos, sendo eleito o mais votado do partido, não importando se a votação em um determinado candidato fosse maior. Um exemplo claro foi a eleição municipal de 1976, em Bauru, quando Roberto Purini (MDB) foi o candidato mais votado, entretanto, na somatória das legendas, a ARENA teve maior número de votos, tendo sido eleito prefeito Oswaldo Sbeghen que havia sido o segundo colocado no computo individual dos votos.
ASSIS MOREIRA SILVA foi advogado militante na cidade de Bauru, e teve intensa participação nas atividades de sua categoria profissional, lembrando sempre da perseguição de que foi vítima pela saga anticomunista de Silvio Marques Júnior. Em virtude da perseguição sofrida e das informações a seu respeito, arquivadas nos órgãos repressivos jamais conseguiu sucesso em concursos públicos que prestou, pois muito embora fosse aprovado nas provas escritas, era eliminado nas fases subseqüentes com base em informações arquivadas nos órgãos de repressão sobre suas atividades pretensamente subversivas. No caso especifico de Assis, a situação ainda foi pior, pois tinha um homônimo que havia aderido a luta armada e era procurado por assaltos a bancos.
Faleceu em 03.01.2003, aos sessenta e quatro anos de idade, sendo mais um combatente das causas populares que parte deste mundo, sem ser ressarcido pelo estado, em virtude das perseguições sofridas.
(Herbert de Souza, o Betinho).
Ainda estudante, participou da campanha municipal de 1963 como candidato a vereador pelo Partido Socialista Brasileiro – PSB -, na cidade de Bauru, em uma dobradinha que tinha como candidato a Prefeito, o ferroviário Ivaldo Crivelli pelo PTB e à vice, o então vereador e militante dos movimentos populares Edison Bastos Gasparini, recordando que na época as votações eram independentes e o eleitor votava em prefeito e vice, não sendo raro ser eleito o prefeito de uma chapa e o vice de outra. Além disso, era permitido ao cidadão candidatar-se a dois cargos eletivos.
Em 1964 foi preso por determinação da FAC, permanecendo na Cadeia Pública por 11 dias, tendo sido libertado por falta de provas, para ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional e absolvido por absoluta falta de provas. Em 1978/79, participou ativamente da campanha pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, cerrando fileiras ao lado de seus antigos companheiros e dos jovens estudantes que questionavam a legitimidade do governo militar, no Comitê Brasileiro pela Anistia, secção de Bauru.
Em 1982, foi candidato a vice-prefeito na chapa do engenheiro José Cardoso Neto, pelo PMDB, colaborando com a vitória do militante marxista Gasparini, seu antigo companheiro de jornadas políticas, visto que nesta época ainda existia o sistema de sub-legendas, com cada partido podendo lançar três candidatos à prefeito, vencendo as eleições a agremiação partidária que somasse o maior número de votos, sendo eleito o mais votado do partido, não importando se a votação em um determinado candidato fosse maior. Um exemplo claro foi a eleição municipal de 1976, em Bauru, quando Roberto Purini (MDB) foi o candidato mais votado, entretanto, na somatória das legendas, a ARENA teve maior número de votos, tendo sido eleito prefeito Oswaldo Sbeghen que havia sido o segundo colocado no computo individual dos votos.
ASSIS MOREIRA SILVA foi advogado militante na cidade de Bauru, e teve intensa participação nas atividades de sua categoria profissional, lembrando sempre da perseguição de que foi vítima pela saga anticomunista de Silvio Marques Júnior. Em virtude da perseguição sofrida e das informações a seu respeito, arquivadas nos órgãos repressivos jamais conseguiu sucesso em concursos públicos que prestou, pois muito embora fosse aprovado nas provas escritas, era eliminado nas fases subseqüentes com base em informações arquivadas nos órgãos de repressão sobre suas atividades pretensamente subversivas. No caso especifico de Assis, a situação ainda foi pior, pois tinha um homônimo que havia aderido a luta armada e era procurado por assaltos a bancos.
Faleceu em 03.01.2003, aos sessenta e quatro anos de idade, sendo mais um combatente das causas populares que parte deste mundo, sem ser ressarcido pelo estado, em virtude das perseguições sofridas.
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