segunda-feira, 27 de abril de 2009

HOMERO PENTEADO

"É preciso desterrar totalmente a idéia de que o homem que ocupa uma função de dirigente de massas tenha algo mais a dizer do que o resto do povo. O dirigente é apenas um representante do povo".
(Che Guevara)
Bauruense e filho de ferroviário.
Ferroviário da Estrada de Ferro Sorocabana e membro atuante da União dos Ferroviários da Estrada, acabou sendo preso em 1964, por hipotecar solidariedade aos ferroviários da Noroeste, covardemente espancados quando realizavam ato público de apoio e solidariedade ao presidente deposto João Goulart, acabando por permanecer preso por quinze dias na Delegacia de Polícia de Bauru.
Indiciado em inquérito policial foi processado e absolvido pela Justiça, mesmo ante as cargas apresentadas contra si, pelo promotor público e presidente da FAC, Silvio Marques Júnior, que via em Homero um elemento de alta periculosidade e preparado para colaborar na implantação do comunismo em nossa pátria.
Homero neste pré-golpe militar despontava como liderança da classe ferroviária, sempre pautando sua atuação pela coerência na defesa intransigente dos espoliados direitos da sua categoria profissional.
Depois do Golpe Militar, acabou por solicitar demissão da ferrovia, pressionado pelos direitistas dirigentes e encarregados, indo estabelecer-se como comerciante na cidade de São Paulo, afastando-se das “lides sindicais”, mas não abandonou a militância política, colaborando sempre que possível para a luta pela liberdade de nosso povo. Construiu uma história de lutas durante o período em que atuou na entidade sindical e posteriormente, fora do sindicalismo notabilizou-se entre os companheiros pela solidariedade anônima que praticava e prática.
HOMERO PENTEADO é outro lutador anônimo e coerente da classe trabalhadora que merece ter seu nome sempre lembrado pelos defensores da liberdade, merecendo por parte dos interessados no resgate da história de Bauru, uma ampla pesquisa sobre suas atividades.

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