"Política tem esta desvantagem: de vez em quando o sujeito vai preso em nome da liberdade".
Stanislaw Ponte Preta, humorista e cronista brasileiro.
Stanislaw Ponte Preta, humorista e cronista brasileiro.
Nascido em Avaí, Estado de São Paulo, aos 08.06.1946, filho de Pedro Pittoli Neto e de dona Alba Zanata Pittoli, casada com a professora Maria de Lourdes Tezani Pittoli, com quem tem os filhos Bárbara, Bruna e Breno, residindo atualmente no Núcleo Habitacional Edison Bastos Gasparini, na cidade de Bauru, onde exerce a advocacia. Em 1969, quando era Sargento do Exército e servia no Quartel de Quitaúna, na cidade paulista de Osasco, foi preso sob a acusação de pertencer a Vanguarda Popular Revolucionária – VPR -, a mesma do Capitão Carlos Lamarca, que havia saído do Quartel, levando consigo três militares e quantidade considerável de armas. Pittoli esteve preso durante longos meses em cela solitária no Forte Itaipu, na Praia Grande, que tinha como comandante o coronel Antonio Erasmo Dias, de triste memória para os democratas brasileiros. Posteriormente, foi transferido para o Presídio Tiradentes, acabando por cumprir dois anos e dois meses de cadeia, tendo sido processado por infração a Lei de Segurança Nacional. Foi um dos primeiros ex-presos políticos a denunciar a farsa montada para justificar a morte do guerrilheiro urbano Edson Leite, o Bacuri, além de denunciar publicamente as atrocidades cometidas nos porões do regime militar. Saiu da cadeia somente em 1971, indo trabalhar na cidade de Bauru, como corretor de letras de câmbio, convidado pelo igualmente ex-preso político, Milton Dota, iniciando logo após a saída da prisão a militância dentro do antigo Movimento Democrático Brasileiro. No final dos anos 70, adentrou aos quadros do Movimento Revolucionário 8 de Outubro, saindo desta organização para militar no Partido Comunista Brasileiro, tendo sido candidato a Deputado Federal em 1986 por este Partido, sendo que anteriormente foi candidato a vice-prefeito pelo PMDB, nas eleições de 1982, na cidade de Reginopólis, Estado de São Paulo. Nas últimas eleições, de 2002, foi candidato ao governo do Estado de São Paulo pelo Partido Socialista Brasileiro. Pittoli pode se orgulhar de não ter denunciado nenhum companheiro, durante as torturas sofridas. Maiores informações sobre este militante político do campo da esquerda podem ser encontradas nos livros: Porões Sem Limites de Antonio Pedroso Júnior e Mulheres que foram à luta armada, de Luís Maklouf Carvalho. Em 2003, recebeu da Câmara Municipal de Bauru o título de “Cidadão Bauruense”, por indicação do então vereador Luis Carlos da Costa Valle.
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