"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos".
Nelson Mandela.
Nascido em Bauru, filho de Dante Bataiola e de dona Isolina Cavalheiro Bataiola, aos 13/04/1928. Era escriturário da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil e membro da diretoria da Associação Profissional dos Ferroviários da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. Aqui, talvez o DOPS/Bauru, tenha lido alguns dos relatórios do Dr. Appio Moreira Prates, onde este especulava sobre a possibilidade de os comunistas estarem infiltrando-se nos Centros Espíritas, pois apesar de atuar no movimento sindical, jamais pertenceu ao Partido Comunista e centrava sua atuação nas entidades assistenciais espíritas de nossa cidade. De formação kardecista, cristão convicto e praticante, preocupava-se com os problemas de sua categoria profissional, como todo brasileiro patriota, mas como já dissemos anteriormente, sem pertencer a qualquer partido ou organização de esquerda.
Sua participação na entidade de classe, levou-o a prisão em Abril de 1964, tendo sido libertado em maio do mesmo ano. Em oito de outubro do mesmo ano, foi aposentado administrativamente da ferrovia, por decreto do ditador, Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.
Afastado da ferrovia e das atividades sindicais, e conseqüentemente da vida política, cuidando de sua vida pessoal, trabalhando para poder sustentar esposa e filhos, foi surpreendido com nova prisão em início de novembro de 1970. Levado para o quartel do exército de Lins, foi libertado as vésperas das eleições de novembro. Estas prisões foram realizadas com a única intenção de evitar-se campanha contra os candidatos da ARENA, mas isto de pouco adiantou, pois contou com um dos maiores índices de abstenção, votos nulos e brancos da história brasileira, sendo que no estado de São Paulo, o MDB acabou elegendo como senador da república, o professor André Franco Montoro.
No período pós-quartelada de 1º de Abril, a repressão seguiu por bom tempo os passos de Bataiola, sendo certo que no ano de 1965, foi relacionado como um dos perigosos comunistas que agiam em nossa cidade, visando a rearticulação do PCB.
Beneficiado com a Lei de Anistia – 6683/79 -, foi aposentado definitivamente da ferrovia e continua coerente com seus princípios religiosos, participando ainda hoje das atividades assistenciais patrocinadas pela religião que professa.
MILTON BATAIOLA merece o respeito da classe trabalhadora de nossa cidade, por ter ousado lutar contra os patrões e pela melhoria de vida do povo brasileiro. Não importava a ideologia ou religião professada, bastava estar ao lado da classe trabalhadora, para ser tachado de comunista e subversivo. E sem dúvidas, BATAIOLA foi uma das grandes vítimas da saga anticomunista em nossa cidade.
Nelson Mandela.
Nascido em Bauru, filho de Dante Bataiola e de dona Isolina Cavalheiro Bataiola, aos 13/04/1928. Era escriturário da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil e membro da diretoria da Associação Profissional dos Ferroviários da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. Aqui, talvez o DOPS/Bauru, tenha lido alguns dos relatórios do Dr. Appio Moreira Prates, onde este especulava sobre a possibilidade de os comunistas estarem infiltrando-se nos Centros Espíritas, pois apesar de atuar no movimento sindical, jamais pertenceu ao Partido Comunista e centrava sua atuação nas entidades assistenciais espíritas de nossa cidade. De formação kardecista, cristão convicto e praticante, preocupava-se com os problemas de sua categoria profissional, como todo brasileiro patriota, mas como já dissemos anteriormente, sem pertencer a qualquer partido ou organização de esquerda.
Sua participação na entidade de classe, levou-o a prisão em Abril de 1964, tendo sido libertado em maio do mesmo ano. Em oito de outubro do mesmo ano, foi aposentado administrativamente da ferrovia, por decreto do ditador, Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.
Afastado da ferrovia e das atividades sindicais, e conseqüentemente da vida política, cuidando de sua vida pessoal, trabalhando para poder sustentar esposa e filhos, foi surpreendido com nova prisão em início de novembro de 1970. Levado para o quartel do exército de Lins, foi libertado as vésperas das eleições de novembro. Estas prisões foram realizadas com a única intenção de evitar-se campanha contra os candidatos da ARENA, mas isto de pouco adiantou, pois contou com um dos maiores índices de abstenção, votos nulos e brancos da história brasileira, sendo que no estado de São Paulo, o MDB acabou elegendo como senador da república, o professor André Franco Montoro.
No período pós-quartelada de 1º de Abril, a repressão seguiu por bom tempo os passos de Bataiola, sendo certo que no ano de 1965, foi relacionado como um dos perigosos comunistas que agiam em nossa cidade, visando a rearticulação do PCB.
Beneficiado com a Lei de Anistia – 6683/79 -, foi aposentado definitivamente da ferrovia e continua coerente com seus princípios religiosos, participando ainda hoje das atividades assistenciais patrocinadas pela religião que professa.
MILTON BATAIOLA merece o respeito da classe trabalhadora de nossa cidade, por ter ousado lutar contra os patrões e pela melhoria de vida do povo brasileiro. Não importava a ideologia ou religião professada, bastava estar ao lado da classe trabalhadora, para ser tachado de comunista e subversivo. E sem dúvidas, BATAIOLA foi uma das grandes vítimas da saga anticomunista em nossa cidade.
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