“O Brasil tem fome de ética e passa fome em conseqüência da falta de ética na política”.
Herbert de Souza, o Betinho.
Sempre misturando ideologia política com filosofia de vida ou opção religiosa, Silvio Marques Junior, tomou profundo ódio pelos Irmãos Zogheib, ou seja, Saad, Eduardo e Jorge, que militavam na Juventude Universitária Católica e Juventude Estudantil Católica, embriões da Ação Popular. Estes jovens, destemidos e corajosos, além de amigos e solidários, entendendo que dois dos filhos do líder anticomunista possuíam ideais incompatíveis para militarem na JUC, pois esta pregava a liberdade, a democracia como via política, totalmente ao contrário daquilo que pensavam os filhos do “gorila caçador de comunistas", além da agravante de faltarem em demasia às reuniões da JUC, a direção do movimento católico resolveu expulsá-los em razão do excesso de faltas e falta de postura democrática. Foi o estopim longamente esperado pelo “caçador de comunistas", que em artigo escrito na imprensa Bauruense denunciava que a JUC estava comandada pelos comunistas e que em decorrência disto iria criar a Frente Anticomunista. Somente faltou dizer que fundava a nefasta organização para combater os Irmãos Zogheib. Com o golpe militar de 1º de Abril de 1964, faz pesadas cargas contra os irmãos, especialmente contra Saad e Eduardo. Saad evadiu-se nos primeiros dias do pós-golpe, indo esconder-se na propriedade rural de José Victorino Dota, pai de Milton Dota, então presidente deposto da Federação Bauruense Estudantina. Retornando a nossa cidade, foi surpreendido com uma visita da famigerada FAC, que lhe deu voz de prisão, além de revistar sua casa em busca de livros subversivos. Apreenderam algum material e Saad com sua proverbial e conhecida educação avisou aos “anticomunistas" de que estariam esquecendo o principal livro subversivo existente em sua estante, ou melhor, dizendo, a Bíblia sagrada. Enfurecidos, levaram-no para a Delegacia de Polícia. Preso em 20.04.1964, foi libertado dez dias depois. O DOPS/Bauru informava em 21 de Novembro de 1972:
"Em 20.04.1964 foi preso por atividades subversivas, não sendo possível coligir provas concretas sobre estas atividades, sendo libertado no dia 30 do mesmo mês e ano".
Como não conseguiram provar o envolvimento dos Irmãos Zogheib com os comunistas, começaram a investigar a sua vida religiosa. Como adeptos do “folklarino" da Igreja Católica, tiveram suas vidas e atividades religiosas reviradas pelo "caçador de comunistas". Não conseguindo provar os ideais marxistas como “norte de vida” de suas vítimas, imiscui-se na opção religiosa do cidadão, buscando denegrir ao máximo tanto os elementos visados como a organização religiosa a que pertenciam. Tudo por considerar os jovens como seus inimigos pessoais.
Enquanto estudantes, os IRMÃOS ZOGHEIB tiveram intensa participação no Movimento Estudantil e como cidadãos atuavam na Igreja Católica.
Qual seus crimes?
Não compactuarem com a mentalidade retrograda do "gorila". Se dependesse deste cidadão, de triste memória para a democracia e os democratas, teria ocorrido em Bauru, a repetição do triste e lamentável episódio dos “Irmãos Naves" nas Minas Gerais. Ou seja, três irmãos – SAAD, EDUARDO e JORGE – mofando nas prisões ou mortos, por culpa única e exclusiva de um fanático que dizia ser anticomunista e cristão.
Herbert de Souza, o Betinho.
Sempre misturando ideologia política com filosofia de vida ou opção religiosa, Silvio Marques Junior, tomou profundo ódio pelos Irmãos Zogheib, ou seja, Saad, Eduardo e Jorge, que militavam na Juventude Universitária Católica e Juventude Estudantil Católica, embriões da Ação Popular. Estes jovens, destemidos e corajosos, além de amigos e solidários, entendendo que dois dos filhos do líder anticomunista possuíam ideais incompatíveis para militarem na JUC, pois esta pregava a liberdade, a democracia como via política, totalmente ao contrário daquilo que pensavam os filhos do “gorila caçador de comunistas", além da agravante de faltarem em demasia às reuniões da JUC, a direção do movimento católico resolveu expulsá-los em razão do excesso de faltas e falta de postura democrática. Foi o estopim longamente esperado pelo “caçador de comunistas", que em artigo escrito na imprensa Bauruense denunciava que a JUC estava comandada pelos comunistas e que em decorrência disto iria criar a Frente Anticomunista. Somente faltou dizer que fundava a nefasta organização para combater os Irmãos Zogheib. Com o golpe militar de 1º de Abril de 1964, faz pesadas cargas contra os irmãos, especialmente contra Saad e Eduardo. Saad evadiu-se nos primeiros dias do pós-golpe, indo esconder-se na propriedade rural de José Victorino Dota, pai de Milton Dota, então presidente deposto da Federação Bauruense Estudantina. Retornando a nossa cidade, foi surpreendido com uma visita da famigerada FAC, que lhe deu voz de prisão, além de revistar sua casa em busca de livros subversivos. Apreenderam algum material e Saad com sua proverbial e conhecida educação avisou aos “anticomunistas" de que estariam esquecendo o principal livro subversivo existente em sua estante, ou melhor, dizendo, a Bíblia sagrada. Enfurecidos, levaram-no para a Delegacia de Polícia. Preso em 20.04.1964, foi libertado dez dias depois. O DOPS/Bauru informava em 21 de Novembro de 1972:
"Em 20.04.1964 foi preso por atividades subversivas, não sendo possível coligir provas concretas sobre estas atividades, sendo libertado no dia 30 do mesmo mês e ano".
Como não conseguiram provar o envolvimento dos Irmãos Zogheib com os comunistas, começaram a investigar a sua vida religiosa. Como adeptos do “folklarino" da Igreja Católica, tiveram suas vidas e atividades religiosas reviradas pelo "caçador de comunistas". Não conseguindo provar os ideais marxistas como “norte de vida” de suas vítimas, imiscui-se na opção religiosa do cidadão, buscando denegrir ao máximo tanto os elementos visados como a organização religiosa a que pertenciam. Tudo por considerar os jovens como seus inimigos pessoais.
Enquanto estudantes, os IRMÃOS ZOGHEIB tiveram intensa participação no Movimento Estudantil e como cidadãos atuavam na Igreja Católica.
Qual seus crimes?
Não compactuarem com a mentalidade retrograda do "gorila". Se dependesse deste cidadão, de triste memória para a democracia e os democratas, teria ocorrido em Bauru, a repetição do triste e lamentável episódio dos “Irmãos Naves" nas Minas Gerais. Ou seja, três irmãos – SAAD, EDUARDO e JORGE – mofando nas prisões ou mortos, por culpa única e exclusiva de um fanático que dizia ser anticomunista e cristão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário