segunda-feira, 27 de abril de 2009

ANTONIO PADILHA

“As abelhas não tem constituição, nem leis, polícia, religião ou treinamento moral, mas trabalham fielmente juntas.”
Dalai Lama

Comerciante no ramo de panificação na cidade de Bauru foi preso em 1964, tendo permanecido na Delegacia de Polícia local, por quatorze dias. Os companheiros de cárcere ante a prisão inesperada do padeiro costumavam brincar dizendo que Padilha era um “grande agitador das massas", e que ante a não prisão do agitador Antenor Dias, prenderam o velho Padilha em seu lugar.
Na realidade sua prisão ocorrera por interferência direta do "caçador de comunistas", Silvio Marques Júnior, que não perdoava o comerciante por este se negar a doar pão e leite para as concentrações da Frente Anticomunista. Era a vingança do gorila caçador de comunistas, aqueles que resistiam aos seus achaques, em benefício da FAC.
Ao sair da cadeia, Padilha comparecia a todas as visitas permitidas, levando para os líderes sindicais presos, tabuleiros de doces e pães, tornando-se durante sua curta permanência atrás das grades um amigo dos "perigosos comunistas" recolhidos pela polícia política, buscando preservar a amizade mesmo depois de libertados, sempre tendo uma palavra amiga ou um ato solidário para ajudar os amigos de cárcere.
Pela sua participação solidária no pós-golpe militar de 1964, e pela tacanha perseguição sofrida, deve estar sendo sempre lembrado pelos defensores da classe trabalhadora.

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