segunda-feira, 27 de abril de 2009

CLEBER PICCIRILI

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.”
Antoine de Saint-Exupery

Estudante da Faculdade de Direito de Bauru, preso durante o Golpe Militar de 1964, por interferência da FAC, acabando por ser solto depois de uma semana, por ausência de provas que justificassem sua prisão.
No curto período em que ficou preso, conseguiu com facilidade incomum criar amizade com seus companheiros de cárcere, com seu jeito extrovertido de contar piadas ou mesmo animando a cela com seu violão, fazendo com que as horas passassem mais rápido, para aqueles líderes sindicais e militantes comunistas, que não possuíam a certeza do amanhã, tendo em vista as ameaças sofridas diariamente.
Não era militante de Partido ou organização marxista, mas superou com dignidade o período, transmitindo fraterna solidariedade aos companheiros.
Continuou não militando politicamente em partidos de esquerda, pois nunca o foi, mas não poderíamos deixar de incluir seu nome entre os perseguidos anônimos da sanha anticomunista de Silvio Marques Júnior, que amargaram prisões e perseguições em virtude da atuação deste simulacro de democrata.

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