"Se você tem uma laranja e troca com outra pessoa que também tem uma laranja, cada um fica com uma laranja. Mas se você tem uma idéia e troca com outra pessoa que também tem uma idéia, cada um fica com duas".
(Confucio).
Nascido em Bauru, aos 31 de Julho de 1938, filho do advogado Tibúrcio de Mattos e de dona Iracema Gibin de Mattos, militava no movimento estudantil no início dos anos 60, tendo sido presidente da Federação Bauruense Estudantina e membro da diretoria do Centro Acadêmico IX de Julho da Faculdade de Direito de Bauru. Culto, inteligente, tinha como se diz na gíria o “pavio curto" e quando não conseguia resolver as divergências no diálogo, não titubeava em “partir para a porrada", sendo que em conseqüência de sua força física e da prática das chamadas artes marciais, era considerado como elemento perigoso e violento pela polícia política. Por diversas vezes, encontramos relatórios do DOPS/Bauru, onde citam a participação de militantes políticos de esquerda em reuniões, ao lado de pessoas que não conseguiram identificar. Descobrimos posteriormente que geralmente entre os não identificados, estava José Ivan, elemento sobejamente conhecido pela polícia política, que não relacionavam seu nome, possivelmente temerosos, ante a fama de violento que possuía.
O então estudante era um dos alvos principais de Sílvio Marques Júnior, que constantemente denunciava-o aos órgãos repressivos. Seu nome transformou-se em lenda entre os militantes de esquerda. Hoje, muito se fala no MST, entretanto no início dos anos 60, a luta por um pedaço de terra e por remuneração justa ao trabalhador do campo já era uma realidade, sendo que José Ivan, que era o Presidente da Federação Bauruense Estudantina foi destacado pelo Partido Comunista para dar segurança e cobertura ao líder camponês Jofre Correa Neto, na histórica invasão da Fazenda Jacutinga, no município de Presidente Alves, tendo sido preso e processado por infração a Lei de Segurança Nacional, juntamente com o líder camponês. O dono da fazenda, o decantado mal-patrão JJ Abdalla, não efetuava o pagamento dos trabalhadores há mais de seis meses, e Jofre Correa Netto foi para a fazenda, com a finalidade de organizar os trabalhadores em busca de seus direitos pecuniários. Estiveram na propriedade, conversaram com os trabalhadores, com o administrador em busca de solução para o caso, chegando a irem em comitiva para as cidades de Presidente Alves e Pirajuí, com a finalidade de coletar alimentos para os trabalhadores rurais. A polícia foi acionada e compareceu na Fazenda, sendo que após constatar que a manifestação era pacífica em busca de salários atrasados, e manter longo diálogo com Jofre e outras lideranças camponesas, retirou-se do local. Antevendo de que a polícia retornaria pressionada pelo fazendeiro, Jofre e Ivan lideraram os trabalhadores rurais na escavação de uma vala na entrada da fazenda, com a finalidade de dificultarem a entrada das tropas que viriam para desocupar a propriedade e com a finalidade de ampliarem a visão, acabaram por atear fogo no pasto, além de cortarem os fios do telefone. De fato a polícia voltou e as lideranças foram presas e processadas, como já vimos na história de Jofre. Defendidos pelos advogados bauruenses Joaquim Mendonça Sobrinho e Análio Gilberto Smith. Sendo certo de que Jofre foi condenado pelo Juiz bauruense Luis Francisco Giglio. Aliás, na instrução processual, referido magistrado de tudo fez para cercear a defesa dos acusados, mostrando maior preocupação em saber se a “ bandeira paulista estava hasteada à direita ou à esquerda do Pavilhão Nacional”.
Libertado para acompanhar o processo em liberdade, Ivan foi surpreendido com o Golpe de 1964 e em setembro de 1967, ao tomar conhecimento de que havia sido condenado, seguindo orientações do Partido Comunista Brasileiro, viajou para Moscou, com a finalidade de realizar o curso de formação de quadros dirigentes, da Escola Superior do Partido Comunista da União Soviética, começando a prestar serviços para a Federação Sindical Mundial, onde conviveu com Luís Tenório de Lima, Roberto Morena, Lindolpho Silva, Armando Ziller, Luis Carlos Prestes e sua filha, Anita Leocádia Prestes, David Capistrano da Costa (que era o Coordenador das Atividades dos Comunistas Brasileiros em Moscou). Aliás, com David Capristano, chegou a dividir o mesmo apartamento em Moscou. Concluído o curso da Escola, mudou-se para Praga, na Tchecoslováquia, trabalhando para a Federação Mundial dos Empregados no Comércio e com a finalidade de estudar Sociologia, na Universidade 17 de Novembro. A serviço da Federação, viajou diversas vezes para Angola, ministrando Cursos de Formação Sindical, promovidos pelo governo angolano, comandado por Agostinho dos Santos.
Neste período em que ficou fora de Bauru, as lendas a seu respeito aumentaram.
Diziam que dois policiais tentaram prendê-lo em nossa cidade, acabando por apanhar e perdendo as armas.
Também era dito que foi detido em São Paulo e colocado em uma cela juntamente com um negro gigantesco, que tinha o hábito de agredir fisicamente todos aqueles que com ele eram colocados. Após um certo período, o negro pendurou-se nas grades e pedia desesperadamente SOS, pedindo aos carcereiros para tirarem aquele doido de sua cela.
Como diria Toninho Fortunato, “o capim estava comendo a cabra" e o sujeito acostumado a bater, acabou por levar uma surra homérica de Ivan.
E, no meio destas lendas, quando muitos apostavam que estava preso em virtude da condenação sofrida na comarca de Pirajuí, havia retirado-se do país rumo a Europa, onde permaneceu até fins de 1969.
No início de 1974, muda-se para a Itália, mais precisamente para a cidade de Bolonha, onde trabalhou no Instituto João XXIII e posteriormente na Cooperativa Emília Veneto, ligada ao Parido Comunista Italiano e que possuía cento e vinte mercados na Itália. Ivan ficou na Itália até final 1979, e depois de aprovada a Lei de Anistia resolveu retornar ao Brasil, acabando por ser ouvido por longo tempo pela Polícia Federal, que queria saber de suas atividades antes e depois do golpe de 1964.
Mesmo antes de retornar, a repressão tinha conhecimento de seus passos no exterior, sendo que em 17/11/72 era acusado de juntamente com Pedro Scuro Netto e Galeano Massena, de dirigir em Praga a “Associação dos Estudantes Brasileiros na Tchecoslováquia" e de ter organizado uma exposição de quadros com a finalidade de levantar fundos para o “Comitê de Solidariedade em favor dos presos Políticos Brasileiros", sendo que na realidade esta Associação tinha a principal finalidade de denunciar para a opinião pública internacional, a prisão e posterior desaparecimento de David Capristano da Costa, preso quando tentava entrar clandestinamente no Brasil e desaparecido político, tendo provavelmente morto na tortura. Alguns depoimentos dizem que depois de morto, o corpo do dirigente comunista foi dinamitado, para não sobrarem vestígios. Nesta época, o embaixador brasileiro em Praga era José Câmara, sobrinho do cardeal Don Helder Câmara, que não se importava com as atividades dos brasileiros residentes em território tcheco, todavia a Embaixada possuía dois funcionários: Pedro Scuro Neto e outro com o nome de Santayana, que inclusive misturavam-se com os brasileiros, participavam de suas atividades e posteriormente elaboravam pormenorizados relatórios para os órgãos repressivos brasileiros. Nesta época igualmente em 02/05/1971, sua mãe, Dona Iracema Gibin, que durante muitos anos trabalhou na União Cultural Brasil-URSS, também foi presa pela repressão, mais precisamente pelo DOI-CODI, que queria saber notícias do filho. Iracema tinha seus passos vigiados pela polícia política, que a tinha como perigosa militante comunista, sendo a principal intenção policial a de descobrir o paradeiro deste militante. Há muitos anos havíamos perdido o contato com JOSÉ IVAN e acabamos sendo surpreendidos no final de 2002, com um e-mail enviado por Daisy Baralle, que solicitava notícias deste militante. Respondemos que seria difícil, pois havíamos inúmeras vezes buscado notícias sobre seu paradeiro e sem êxito e mesmo assim, de forma infrutífera tentamos localizá-lo. Todavia, a força de vontade de Daisy, falou mais alto e acabou por conseguir localizar o companheiro, que reside na capital do Estado. Em final de julho de 2003, veio a grande surpresa, quando recebemos o convite para o casamento do casal em 23/08/2003. Impossibilitados de comparecer a cerimônia, em virtude de compromissos anteriormente agendados, ficamos na espera da oportunidade para sabermos detalhes deste rápido romance, em nossa opinião, naquele momento.
Namoravam nos anos 60, quando José Ivan foi obrigado a sair do país em busca do exílio, em virtude das perseguições políticas que sofria depois do Golpe Militar, e nunca mais tiveram notícias, um do outro. Daisy casou, constituiu família e acabou por enviuvar. Viúva começou a recordar de seu grande amor da adolescência e constatando que este amor reavivara em seu coração, resolveu sair em busca da localização do antigo namorado. Encontrou-o, igualmente só e, acabaram juntos por reativar o relacionamento, praticamente quatro décadas depois, casando-se em São Paulo, no dia 23 de agosto de 2003.
Juntos estão e este relacionamento reativado depois de longo tempo tem obviamente um cupido, um cupido virtual.
Buscando notícias sobre o antigo amor, Daisy resolveu buscar notícias a seu respeito na internet, e tão-somente localizou referencias no site www.subversivos.com.br , e daí a busca por seu paradeiro ficou facilitada, muito embora dificuldades surgissem para localizá-lo, visto que o nosso protagonista estava buscando esquecer definitivamente das coisas que o remetessem ao passado.
Temos a absoluta certeza de que sua atividade política marcou fundo, em todos aqueles que com ele conviveram, pois como já dissemos anteriormente, era um cidadão culto, inteligente e, sobretudo destemido e corajoso, que não media meios para atingir seus objetivos. Leal aos ideais marxista-leninistas, defendia com unhas e dentes seus propósitos, sendo que muitas vezes, não pensava duas vezes para partir para o desforço físico contra seus oponentes e sempre acabava por levar vantagem, graças ao seu excelente preparo físico.
Cremos e temos a certeza absoluta desta crença, de que seu nome está inserido de forma eterna na memória daqueles que com ele militaram politicamente ou mesmo familiarmente, pela sua coerência na defesa dos ideais que escolheu para nortear sua vida, não podendo ter suas atividades políticas relegadas ao esquecimento, justamente por ter tido efetiva participação na luta pela liberdade.
(Confucio).
Nascido em Bauru, aos 31 de Julho de 1938, filho do advogado Tibúrcio de Mattos e de dona Iracema Gibin de Mattos, militava no movimento estudantil no início dos anos 60, tendo sido presidente da Federação Bauruense Estudantina e membro da diretoria do Centro Acadêmico IX de Julho da Faculdade de Direito de Bauru. Culto, inteligente, tinha como se diz na gíria o “pavio curto" e quando não conseguia resolver as divergências no diálogo, não titubeava em “partir para a porrada", sendo que em conseqüência de sua força física e da prática das chamadas artes marciais, era considerado como elemento perigoso e violento pela polícia política. Por diversas vezes, encontramos relatórios do DOPS/Bauru, onde citam a participação de militantes políticos de esquerda em reuniões, ao lado de pessoas que não conseguiram identificar. Descobrimos posteriormente que geralmente entre os não identificados, estava José Ivan, elemento sobejamente conhecido pela polícia política, que não relacionavam seu nome, possivelmente temerosos, ante a fama de violento que possuía.
O então estudante era um dos alvos principais de Sílvio Marques Júnior, que constantemente denunciava-o aos órgãos repressivos. Seu nome transformou-se em lenda entre os militantes de esquerda. Hoje, muito se fala no MST, entretanto no início dos anos 60, a luta por um pedaço de terra e por remuneração justa ao trabalhador do campo já era uma realidade, sendo que José Ivan, que era o Presidente da Federação Bauruense Estudantina foi destacado pelo Partido Comunista para dar segurança e cobertura ao líder camponês Jofre Correa Neto, na histórica invasão da Fazenda Jacutinga, no município de Presidente Alves, tendo sido preso e processado por infração a Lei de Segurança Nacional, juntamente com o líder camponês. O dono da fazenda, o decantado mal-patrão JJ Abdalla, não efetuava o pagamento dos trabalhadores há mais de seis meses, e Jofre Correa Netto foi para a fazenda, com a finalidade de organizar os trabalhadores em busca de seus direitos pecuniários. Estiveram na propriedade, conversaram com os trabalhadores, com o administrador em busca de solução para o caso, chegando a irem em comitiva para as cidades de Presidente Alves e Pirajuí, com a finalidade de coletar alimentos para os trabalhadores rurais. A polícia foi acionada e compareceu na Fazenda, sendo que após constatar que a manifestação era pacífica em busca de salários atrasados, e manter longo diálogo com Jofre e outras lideranças camponesas, retirou-se do local. Antevendo de que a polícia retornaria pressionada pelo fazendeiro, Jofre e Ivan lideraram os trabalhadores rurais na escavação de uma vala na entrada da fazenda, com a finalidade de dificultarem a entrada das tropas que viriam para desocupar a propriedade e com a finalidade de ampliarem a visão, acabaram por atear fogo no pasto, além de cortarem os fios do telefone. De fato a polícia voltou e as lideranças foram presas e processadas, como já vimos na história de Jofre. Defendidos pelos advogados bauruenses Joaquim Mendonça Sobrinho e Análio Gilberto Smith. Sendo certo de que Jofre foi condenado pelo Juiz bauruense Luis Francisco Giglio. Aliás, na instrução processual, referido magistrado de tudo fez para cercear a defesa dos acusados, mostrando maior preocupação em saber se a “ bandeira paulista estava hasteada à direita ou à esquerda do Pavilhão Nacional”.
Libertado para acompanhar o processo em liberdade, Ivan foi surpreendido com o Golpe de 1964 e em setembro de 1967, ao tomar conhecimento de que havia sido condenado, seguindo orientações do Partido Comunista Brasileiro, viajou para Moscou, com a finalidade de realizar o curso de formação de quadros dirigentes, da Escola Superior do Partido Comunista da União Soviética, começando a prestar serviços para a Federação Sindical Mundial, onde conviveu com Luís Tenório de Lima, Roberto Morena, Lindolpho Silva, Armando Ziller, Luis Carlos Prestes e sua filha, Anita Leocádia Prestes, David Capistrano da Costa (que era o Coordenador das Atividades dos Comunistas Brasileiros em Moscou). Aliás, com David Capristano, chegou a dividir o mesmo apartamento em Moscou. Concluído o curso da Escola, mudou-se para Praga, na Tchecoslováquia, trabalhando para a Federação Mundial dos Empregados no Comércio e com a finalidade de estudar Sociologia, na Universidade 17 de Novembro. A serviço da Federação, viajou diversas vezes para Angola, ministrando Cursos de Formação Sindical, promovidos pelo governo angolano, comandado por Agostinho dos Santos.
Neste período em que ficou fora de Bauru, as lendas a seu respeito aumentaram.
Diziam que dois policiais tentaram prendê-lo em nossa cidade, acabando por apanhar e perdendo as armas.
Também era dito que foi detido em São Paulo e colocado em uma cela juntamente com um negro gigantesco, que tinha o hábito de agredir fisicamente todos aqueles que com ele eram colocados. Após um certo período, o negro pendurou-se nas grades e pedia desesperadamente SOS, pedindo aos carcereiros para tirarem aquele doido de sua cela.
Como diria Toninho Fortunato, “o capim estava comendo a cabra" e o sujeito acostumado a bater, acabou por levar uma surra homérica de Ivan.
E, no meio destas lendas, quando muitos apostavam que estava preso em virtude da condenação sofrida na comarca de Pirajuí, havia retirado-se do país rumo a Europa, onde permaneceu até fins de 1969.
No início de 1974, muda-se para a Itália, mais precisamente para a cidade de Bolonha, onde trabalhou no Instituto João XXIII e posteriormente na Cooperativa Emília Veneto, ligada ao Parido Comunista Italiano e que possuía cento e vinte mercados na Itália. Ivan ficou na Itália até final 1979, e depois de aprovada a Lei de Anistia resolveu retornar ao Brasil, acabando por ser ouvido por longo tempo pela Polícia Federal, que queria saber de suas atividades antes e depois do golpe de 1964.
Mesmo antes de retornar, a repressão tinha conhecimento de seus passos no exterior, sendo que em 17/11/72 era acusado de juntamente com Pedro Scuro Netto e Galeano Massena, de dirigir em Praga a “Associação dos Estudantes Brasileiros na Tchecoslováquia" e de ter organizado uma exposição de quadros com a finalidade de levantar fundos para o “Comitê de Solidariedade em favor dos presos Políticos Brasileiros", sendo que na realidade esta Associação tinha a principal finalidade de denunciar para a opinião pública internacional, a prisão e posterior desaparecimento de David Capristano da Costa, preso quando tentava entrar clandestinamente no Brasil e desaparecido político, tendo provavelmente morto na tortura. Alguns depoimentos dizem que depois de morto, o corpo do dirigente comunista foi dinamitado, para não sobrarem vestígios. Nesta época, o embaixador brasileiro em Praga era José Câmara, sobrinho do cardeal Don Helder Câmara, que não se importava com as atividades dos brasileiros residentes em território tcheco, todavia a Embaixada possuía dois funcionários: Pedro Scuro Neto e outro com o nome de Santayana, que inclusive misturavam-se com os brasileiros, participavam de suas atividades e posteriormente elaboravam pormenorizados relatórios para os órgãos repressivos brasileiros. Nesta época igualmente em 02/05/1971, sua mãe, Dona Iracema Gibin, que durante muitos anos trabalhou na União Cultural Brasil-URSS, também foi presa pela repressão, mais precisamente pelo DOI-CODI, que queria saber notícias do filho. Iracema tinha seus passos vigiados pela polícia política, que a tinha como perigosa militante comunista, sendo a principal intenção policial a de descobrir o paradeiro deste militante. Há muitos anos havíamos perdido o contato com JOSÉ IVAN e acabamos sendo surpreendidos no final de 2002, com um e-mail enviado por Daisy Baralle, que solicitava notícias deste militante. Respondemos que seria difícil, pois havíamos inúmeras vezes buscado notícias sobre seu paradeiro e sem êxito e mesmo assim, de forma infrutífera tentamos localizá-lo. Todavia, a força de vontade de Daisy, falou mais alto e acabou por conseguir localizar o companheiro, que reside na capital do Estado. Em final de julho de 2003, veio a grande surpresa, quando recebemos o convite para o casamento do casal em 23/08/2003. Impossibilitados de comparecer a cerimônia, em virtude de compromissos anteriormente agendados, ficamos na espera da oportunidade para sabermos detalhes deste rápido romance, em nossa opinião, naquele momento.
Namoravam nos anos 60, quando José Ivan foi obrigado a sair do país em busca do exílio, em virtude das perseguições políticas que sofria depois do Golpe Militar, e nunca mais tiveram notícias, um do outro. Daisy casou, constituiu família e acabou por enviuvar. Viúva começou a recordar de seu grande amor da adolescência e constatando que este amor reavivara em seu coração, resolveu sair em busca da localização do antigo namorado. Encontrou-o, igualmente só e, acabaram juntos por reativar o relacionamento, praticamente quatro décadas depois, casando-se em São Paulo, no dia 23 de agosto de 2003.
Juntos estão e este relacionamento reativado depois de longo tempo tem obviamente um cupido, um cupido virtual.
Buscando notícias sobre o antigo amor, Daisy resolveu buscar notícias a seu respeito na internet, e tão-somente localizou referencias no site www.subversivos.com.br , e daí a busca por seu paradeiro ficou facilitada, muito embora dificuldades surgissem para localizá-lo, visto que o nosso protagonista estava buscando esquecer definitivamente das coisas que o remetessem ao passado.
Temos a absoluta certeza de que sua atividade política marcou fundo, em todos aqueles que com ele conviveram, pois como já dissemos anteriormente, era um cidadão culto, inteligente e, sobretudo destemido e corajoso, que não media meios para atingir seus objetivos. Leal aos ideais marxista-leninistas, defendia com unhas e dentes seus propósitos, sendo que muitas vezes, não pensava duas vezes para partir para o desforço físico contra seus oponentes e sempre acabava por levar vantagem, graças ao seu excelente preparo físico.
Cremos e temos a certeza absoluta desta crença, de que seu nome está inserido de forma eterna na memória daqueles que com ele militaram politicamente ou mesmo familiarmente, pela sua coerência na defesa dos ideais que escolheu para nortear sua vida, não podendo ter suas atividades políticas relegadas ao esquecimento, justamente por ter tido efetiva participação na luta pela liberdade.
Triste constatar que este perfil fala longamente de um de seus casamentos mas esquece totalmente de mencionar seus filhos, seu maior legado.
ResponderExcluiré triste mesmo que ai não fala de seus filhos , eu por exemplo sou um dos filhos , mais nem falaram nada =/
ResponderExcluirentao voce deve ser uma prima que nao conheço irene
ExcluirTambém sou primo do Ivan
ExcluirOla, você pode fazer contato comigo. Estou escrevendo sobre o assunto.
ResponderExcluirDesculpem, mas essas informações sobre a vida e os brasileiros em Praga, durante a ditadura, não passam de um monte de tolices. Ivan não era dirigente da Associação dos Estudantes Brasileiros, e esse Massera (e não "Massena") sequer era brasileiro. José Sette Câmara foi embaixador, com efeito, mas resistiu o quanto pode o aparelhamento da Embaixada como uma espécie de "DOI-CODI de gravata", para perseguir brasileiros no exterior. Não era sobrinho de Don Helder Câmara coisa alguma. Por outro lado, dizer que "Pedro Scuro Neto e outro com o nome de [Mauro]Santayana" eram "funcionários da Embaixada" é o cúmulo dos absurdos. Na verdade, quem tentava se misturar com os brasileiros, participar de suas atividades e posteriormente elaborar relatórios para os órgãos repressivos da ditadura fascista, eram outras figuras, que nós identificamos e excluímos do nosso meio.
ResponderExcluirTambém sou primo do Ivan, gostaria de conhecelos
ResponderExcluir